16 de abril de 2019 às 07:54

Farol Econômico: A tal da cabotagem

Coluna de Donaldson Gomes no Jornal Correio

A tal da cabotagem
O nome pode não ser lá muito comum, mas a movimentação de cargas por navegação costeira, conhecida como cabotagem, no Terminal de Contêineres do Porto de Salvador (Tecon-Salvador)  voltou a bater recordes. Desta vez, a atividade registrou o melhor desempenho mensal da história, em março, e no acumulado do primeiro trimestre do ano. No mês passado, foram movimentados 5.149 contêineres. Até então, o maior volume tinha sido registrado em agosto de 2018. Março representou um aumento de 47% na movimentação entre o Tecon e outros terminais brasileiros, na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os destaques foram a movimentação de polímeros, com alta de 210% e Siderúrgicos e Metalúrgicos, com 326%. De janeiro a março, o recorde de cabotagem foi conquistado com o transporte de 12.473 contêineres cheios, o que representou um aumento 22%. Os resultados mostram que o modal vem se consolidando como opção para o transporte de cargas no país para trechos mais longos. Além de ser uma opção mais segura e com menos chances de avarias, a redução de custos chega a 30%.

    “Os resultados são fruto de um esforço em conjunto entre nossa equipe comercial e armadores, e apesar de já ser um case de sucesso”, avalia Patrícia Iglesias, diretora comercial do Tecon Salvador.

Resultados gerais
No geral, a movimentação de cargas do Tecon também obteve saldo positivo em março, com uma alta de 21% em relação ao mesmo período de 2018. No fechamento do trimestre, o aumento foi de 11%, com 50.106 contêineres. Nas exportações, o embarque de frutas do Vale do São Francisco, uma das principais cargas movimentadas, teve alta de 81% no mês e de 38% no trimestre.  A Europa foi o principal destino. As importações tiveram como destaque em março peças e equipamentos (+79%), borracha (+60%) e minérios (+56%). No trimestre, os destaques foram: peças e equipamentos (+49%), produtos de varejo (+25%) e polímeros diversos (+20%).

Produtividade
Apesar de uma leve alta na área plantada com grãos na Bahia agora em 2019, de 2,5% em relação a 2018, a expectativa é de uma queda de 15,4% na safra deste ano, segundo dados do IBGE. O problema é a queda na produtividade. No caso da soja, a queda esperada é de 19,4% e o algodão deve cair 11,6%.