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11.03.2010
Produção da indústria baiana cresce 2,5%

A indústria da Bahia iniciou 2010 em alta. Em janeiro, a produção industrial registrou um crescimento de 2,5% em relação a dezembro - bem acima da média nacional, que ficou em 1,1%. Na comparação com igual mês do ano passado, o desempenho do setor no Estado foi ainda mais favorável: expansão de 23,6%.

 

Os números são da Pesquisa Industrial Mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI).

 

"Este resultado reflete a consolidação da recuperação do setor industrial, setor econômico que mais sofreu com a crise, o que quer dizer que a retomada das atividades desde o último trimestre de 2009 já está se dando de forma mais consistente e espraiada entre os vários setores da economia", destacou o diretorgeral da SEI, Geraldo Reis.

 

Segundo ele, o resultado da indústria deverá continuar repercutindo positivamente na situação fiscal do Estado, em função da forte relação entre o desempenho do setor e a arrecadação tributária na Bahia.

 

De acordo com o levantamento, na comparação com janeiro de 2008, sete segmentos industriais registraram variações positivas, contribuindo para o resultado significativo de 23,6% no período.

 

O destaque foi o segmento de produtos químicos (62,1%), devido ao aumento na produção de etileno não-saturado e de polietileno de baixa densidade.

 

"A petroquímica sinaliza para este ano um desempenho robusto em razão das previsões de operar a plena capacidade. Esse crescimento de 62,1% já aponta nessa direção e está associado à recuperação do mercado externo e à expansão do mercado interno, especialmente estimulado pela construção civil", explica Luiz Mário Vieira, coordenador de acompanhamento conjuntural da SEI.

 

Também tiveram crescimento na comparação mensal o refino de petróleo (22,5%), puxado pela produção de óleo diesel e gasolina; metalurgia básica (56,6%), em razão do incremento na produção de barra, perfil e vergalhões de cobre e vergalhões de aço; e veículos automotores (52,2%). As duas únicas contribuições negativas vieram de celulose, papel e produtos de papel (-9,3%) e alimentos e bebidas (-3,9%).

 

Na comparação com dezembro de 2009, o segmento de veículos automotores cresceu 11,5%, sendo o segmento de maior expansão no mês, seguido de refino de petróleo e álcool, com 5,9%, minerais não-metálicos (1,7%) e produtos químicos (1,4%).

 

Apresentaram queda de produção a metalurgia básica (-9,3%), celulose, papel e produtos de papel (-7,4%), borracha e plástico (-4,1%) e alimentos e bebidas (-2,3%).

 

País - A indústria de São Paulo - a mais importante do País - superou em janeiro, pela primeira vez desde o início da crise, o nível de produção que registrava em setembro de 2008, segundo mostram os resultados da pesquisa regional divulgada ontem pelo IBGE.

 

Enquanto a indústria nacional ainda estava, em janeiro, em patamar 4,9% inferior a setembro de 2008 - mês de nível recorde para o setor e último momento antes dos efeitos da crise internacional - , a indústria paulista registrou, nessa comparação, alta de 0,6%.

 

O economista da coordenação de indústria do instituto, André Macedo, explica que nove regiões já tinham superado, em janeiro, o patamar anterior à crise. Segundo ele, os resultados regionais mostraram um "crescimento generalizado", entre as regiões, do setor industrial no início de 2010.

 

Entre as cinco regiões que prosseguem em patamar inferior ao mês anterior ao início da crise, destaca-se Minas Gerais, ainda com queda de 9% na produção. Segundo Macedo, esse resultado não revela que a indústria mineira está à parte do processo de recuperação, mas que a queda registrada na região logo após o início da crise foi bem superior aos demais locais e à média nacional.

 

Em dezembro de 2008, ante setembro do mesmo ano, o setor em Minas apresentava queda na produção de 29,4%, ante um recuo de 20,6% na média do País. "O Estado teve sérios problemas no final de 2008 em setores como siderurgia, mineração e automobilístico, por isso, apesar de mostrar bons resultados desde janeiro do ano passado, ainda não se recuperou plenamente", explicou.

 

Segundo Macedo, os locais que já retornaram ao patamar pré-crise são intensivos na produção de bens intermediários, como siderurgia e mineração, além de bens de consumo semi e não-duráveis.

 

No caso específico de São Paulo, a região tem sido beneficiada por ter a indústria mais diversificada.

Fonte: A Tarde

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