09.03.2010
Estradas ruins e portos congestionados travam avanços agrícolas
Estradas ruins e portos congestionados são velhos obstáculos para o avanço das exportações agrícolas brasileiras. Agora, além das barreiras ambientais, o protecionismo dos países ricos tem agravado o problema à medida que as fronteiras avançam.
De acordo com o sócio-diretor da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barro, sem infraestrutura, os custos de produção não são competitivos e a agricultura não consegue chegar a regiões que poderiam ser agrícolas, como o norte de Minas Gerais.
A preocupação com o aquecimento global, que levou vários países a se comprometer com o não-desmatamento, também limita o avanço da agricultura. Dez anos atrás, as previsões apontavam que o Brasil teria mais de 100 milhões de hectares de área disponível para a agricultura. Hoje, as apostas estão em torno de 60 milhões, o equivalente a áreas de pastagem que poderiam ser convertidas em agricultura.
Apesar das dificuldades, três novas fronteiras agrícolas crescem rapidamente e atraem investidores do Brasil e do exterior: Luís Eduardo Magalhães (oeste da Bahia), Querência (leste de Mato Grosso) e o Mapito (sul do Maranhão, sul do Piauí e uma parte do Tocantins).
Novas obras são necessárias para essas regiões deslancharem. A construção da BR-158 (prevista no Plano de Aceleração do Crescimento) é fundamental para o leste de MT, dizem os especialistas. No Mapito, as obras da Ferrovia Norte-Sul já atraem investimentos.
Fonte: A Tribuna