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02.02.2010
Braskem compra americana Sunoco por US$ 350 milhões

O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, anunciou ontem a aquisição da americana Sunoco, no primeiro passo efetivo de internacionalização da companhia. "Temos estratégia de que os EUA se tornem uma base importante para a empresa que queremos criar até 2020", afirmou. O acordo de US$ 350 milhões também inclui um contrato de fornecimento de eteno para as fábricas da companhia brasileira.

 

O interesse em ativos nos EUA foi iniciado no segundo trimestre do ano passado e está concentrado em fábricas de polietileno e polipropileno, integradas ou não a centrais petroquímicas. Segundo o executivo, a Braskem mantém conversações com quatro até seis empresas. A prioridade, segundo ele, será buscar ativos interessantes, que permitam à companhia ampliar a presença naquele mercado sem comprometer a higidez financeira. "A prioridade é a qualidade (do ativo)", afirmou.

 

Sem detalhar quais ativos estão em análise, Gradin afirmou que a nova aquisição deve respeitar o atual nível de alavancagem da companhia, por volta de três vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro sem descontar impostos e juros). Gradin destacou ainda a redução dos preços dos ativos nos EUA como estímulo à operação.

 

Outros países - Segundo estimativas da Braskem, a construção de três fábricas semelhantes às unidades da Sunoco demandariam investimento de US$ 800 milhões.

 

Caso as unidades da Sunoco fossem novas, o investimento seria de US$ 1 bilhão a US$ 1,1 bilhão. A Braskem não trabalha com prazos para concluir uma nova aquisição.

 

Além dos Estados Unidos, a Braskem também está presente em países como México, Peru e Venezuela, mas nesses casos os projetos ainda estão em fase de análise ou implantação.

 

A Sunoco é a quarta maior fabricante de polipropileno dos EUA e tem a indústria automotiva como principal cliente. A companhia compra propeno de refinarias em modelo semelhante ao adotado pela Braskem na Petroquímica Paulínia (SP). Gradin não deu detalhes do contrato, mas informou que o nome Sunoco será alterado para Braskem. A meta da empresa, revelada anteriormente pelo presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, é estar entre as cinco maiores do setor no mundo até o fim da próxima década - a Petrobras é a principal sócia da Odebrecht no controle da Braskem.

 

Em teleconferência com analistas e investidores, o vicepresidente de Finanças e de Relações com Investidores da Braskem, Carlos Fadigas, destacou que os novos passos no exterior estão atrelados ao processo de incorporação da Quattor e da Sunoco Chemicals, o que deve levar até quatro meses.

 

Para viabilizar novas aquisições no exterior, a Braskem deverá contar com o apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "No passado consultamos o BNDES e ele deu aval para o nosso processo de internacionalização", afirmou Carlos Fadigas.

Fonte: A Tarde

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