01.02.2010
Empresários do Nordeste estão otimistas para 2010
Em uma região que vem ganhando cada vez mais espaço no cenário econômico do país, os empresários nordestinos estão otimistas para este ano. Este é o resultado da Pesquisa Panorama Empresarial 2010, elaborada pela Deloitte, uma das maiores organizações do mundo na prestação de serviços de consultoria e auditoria.
Segundo os executivos entrevistados que compõem a amostra regional da edição 2010 da pesquisa, entre os principais atrativos da manutenção da atividade econômica na região, está o crescimento das indústrias, indicado por dois terços dos respondentes.
Com mais da metade dos apontamentos colocados pelos entrevistados, estão os investimentos governamentais em infraestrutura e os incentivos fiscais. Nesse ponto, no entanto, as empresas do Nordeste apontam reduções dos investimentos em infraestrutura e colocam a falta da mão-de-obra qualificada (cerca da metade da amostra) como um dos fatores mais prejudiciais à atratividade e ao crescimento do Nordeste.
Segundo o sócio-diretor da Deloitte, no Nordeste, Paulo Roberto Tavares, a importância que as empresas concedem às intervenções governamentais é relevante para o incremento das atividades e para o adequado direcionamento nas decisões dos empresários.
"Avaliamos que, nesse contexto, os empresários da região consideram que o governo federal deve priorizar a geração de empregos em regiões carentes e a preservação do meio ambiente, ambos indicados por cerca de dois terços dos entrevistados", acrescenta Tavares.
O ano de 2009 foi marcado pelas adversidades do cenário econômico mundial, que geraram diversos desafios para o empresariado brasileiro. No entanto, o estudo da Deloitte aponta que a maioria das empresas nordestinas indica que seus resultados em 2009 apresentaram crescimento, enquanto apenas um quarto indicou queda.
"Para 2010 é visível o otimismo dos empresários. Os segmentos que apontam perspectivas de maior crescimento na região são os de Construção e Petróleo e Gás", revela Tavares. O estudo indica também que os investimentos das empresas no Nordeste não foram bruscamente atingidos pelas adversidades conjunturais ocorridas pelo mundo.
Desafios - As respostas diretamente relacionadas às empresas indicam que em 2009, os maiores desafios tanto no âmbito nacional como regional, foram gerenciar os custos sem comprometer a qualidade e administrar a concorrência doméstica por competidores locais - de acordo com mais da metade dos respondentes - desafios que irão continuar presentes em 2010.
De acordo com os entrevistados, alguns desafios se tornarão mais importantes, como, por exemplo, aumentar o nível de governança corporativa, que, em relação a 2009, aparece em 9º lugar. Para 2010, o item aparece em 5º lugar.
No contraponto, alguns desafios anteriormente apontados na pesquisa em 2009 deverão ter menor impacto este ano, por exemplo, a captação de recursos no mercado financeiro. Em relação ao ano passado, esse item aparece como o quinto principal. Já para 2010, subiu para 9° maior.
"Verificamos na amostra que as empresas devem adotar para superação dos desafios a concentração no negócio principal. Além disso, focar na retenção de seu capital humano e o desenvolvimento de talentos, com 50% dos apontamentos", afirma o sócio-diretor.
Fonte: Tribuna do Norte